quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Jeniffer Nascimento dá pontapé em carreira solo após Girls e musicais teatrais; veja o primeiro vídeo solo

Recém-saída do grupo Girls, a atriz e cantora Jeniffer Nascimento lança um vídeo no Youtube, cantando “Impossible”. O hit de 2010 da Shontelle, ironicamente, diz que “tudo que tínhamos acabou agora”.
Mas Jeniffer escolheu a música por outro motivo – uma apresentação do Fifth Harmony no “X-Factor EUA”. “Os fãs do Girls sempre pediam para fazermos esse cover, mas acabou que não deu tempo de fazê-lo no grupo”, explicou em entrevista ao POPLine. Com essa canção, ela acredita que consegue mostrar melhor seu potencial para o grande público. Aos 21 anos, a paulista quer levar seu trabalho para quem ainda não o conhece. “Apesar do Girls ter tido uma repercussão grande, muita gente também nunca ouviu falar do grupo. Então, tenho que conquistar essas pessoas”.

Desde que a girlband teve seu precoce fim anunciado, Jeniffer não parou. Pensando em gravar um EP, ela começou a compor suas primeiras músicas, e retomou diversos cursos. “Sempre gostei de trabalhar e estudar ao mesmo tempo”. Ela voltou para o balé, para as aulas de canto e de piano, e começou a estudar violão. “Fiz piano por cerca de um ano e meio, quando cursei canto lírico na UNESP, mas parei. Eu sei, mas tenho que reaprender, porque piano é assim: tem que passar horas estudando”. Seu foco agora é se preparar ao máximo para a carreira solo. Ela ainda está descobrindo como será, mas quer investir no pop e na ‘black music’. “Com dança, também. Quero fazer algo com dança”.
Foram os longos anos dedicados aos musicais que a acostumaram a explorar seus múltiplos talentos simultaneamente. Jeniffer começou a carreira aos cinco anos de idade, fez diversos cursos especializados, e participou de grandes montagens brasileiras. Ela esteve em “Castelo Rá-Tim-Bum”, “Hairspray”, “Mamma Mia”, “Hair” e “New York, New York”, trabalhando com nomes como Miguel Falabella, Charles Möeller e Claudio Botelho. Ainda criança, também gravou um comercial dirigido por ninguém menos do que Fernando Meirelles. “Eu era muito pequena e não tinha noção de quem ele era! Foi uma mega oportunidade”. Olhar o currículo dela é redimensionar o tamanho da girlband em sua carreira – embora ela não se desfaça do projeto do Rick Bonadio. “Sou super grata. Ele nos ajudou muito. Quando que eu sozinha ia gravar um mega CD? Fazer clipes? Eu não tinha condições. Não participava dessa realidade. No Girls, pude realizar coisas que sempre quis e nunca pude fazer”.
Mas o grupo cantava músicas escolhidas por ele. Com a carreira solo, que tipo de repertório você pretende seguir?
Eu gosto muito do pop. Quero fazer uma linha pop ainda. Algumas coisas dançadas, também. Só que agora quero colocar mais a minha verdade no projeto. Sempre achei que meu forte era emocionar as pessoas, então quero fazer pop, com letras com mais conteúdo. Além disso, quero puxar também para o ‘black music’, que eu sempre gostei. Tenho algumas referências de black.
E como está sua vida pós-Girls?
Recomecei tudo do zero. Com o Girls, tínhamos que ficar totalmente dedicadas ao projeto, esperando algum trabalho acontecer, então não podíamos fazer muitas coisas. E eu sempre gostei de trabalhar e estudar. Lá, eu não conseguia fazer isso. Então, estou correndo atrás tudo de novo. Voltei a fazer balé, aula de canto e de piano, que já tinha feito e parei. Tô fazendo violão, academia… Dedicando-me ao máximo para entrar em forma em tudo.
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Muita gente conheceu você no Girls e pode achar que você surgiu do nada. Só que você trabalha desde criança! Como foi esse começo? Tinha artista na família?
Eu fui a primeira da família a decidir correr atrás. Meu pai sempre gostou de arte, dançava jazz, fazia cover do Michael Jackson. Minha mãe também gostava de dançar, mas era mais hobby. Nunca ninguém levou pra frente. Eu fui criada nesse clima: meu pai me fazia dormir, dançando, no colo, com as músicas do Michael Jackson, sabe? Foi uma coisa que já nasceu comigo. Eu ficava em casa imitando a Xuxa apresentando o programa. Pegava minhas bonecas e fazia as vozes ligando para as pessoas… eu era doida! Com cinco anos, falei para minha mãe: “Eu quero ir para a TV, me leva? Vamos para uma agência”. Foi assim. Meus pais nunca me obrigaram a nada. Esse meio é cheio de mãe de Miss, né? As mães que empurram os filhos para fazerem as coisas. No meu caso, era o contrário. Eu sempre queria mais. Minha mãe dizia “Não, imagina, você já está fazendo muito curso” e eu falava “Dá para fazer mais esse. Eu aguento”.
Você trabalhou em grandes produções. O que aprendeu com Miguel Falabella, Charles Möeller e Claudio Botelho?
Tive muito pouco contato com o Charles e o Claudio, porque fiz a montagem de [“Hair”] São Paulo. Eles chegaram meio que só no final. O elenco veio pronto do Rio de Janeiro e eu fui uma das novas que entraram. Mas é muito legal, porque mesmo os ensaios são um constante aprendizado. Tanto o Miguel quanto eles são enciclopédias. A gente aprendia muito sobre a história dos musicais, o que acontecia na época, qual era a crise da sociedade… Sou muito ligada nisso. Acho que, para fazer um espetáculo bem, você tem que saber tudo que estava acontecendo na época. Tem que estudar tudo para executar o mais fiel possível.
Tem vontade de fazer mais musicais?
Ah, eu adoro musical! Pretendo fazer mais musicais, só que não é meu foco principal agora. Se pintar um, legal. Mas quero correr atrás de outras coisas. Graças a Deus, já tive bastante conquistas em musicais. Já fiz seis grandes produções desde que comecei em 2007. Fiz um em seguida do outro, então sou muito realizada nessa área. Agora quero me realizar e outras áreas, como a música.
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Como você idealiza sua carreira daqui pra frente?
Eu tenho buscado controlar minha ansiedade. Até o Girls foi um exemplo disso. Não adianta querer fazer as coisas correndo desesperadamente. Às vezes, é melhor ter mais tempo para construir algo mais sólido. Quero ter um plano de carreira. Neste ano, quero começar a cuidar do repertório para cantar em alguns lugares e ganhar mais o público. Apesar do Girls ter tido uma repercussão grande, muita gente também nunca ouviu falar do grupo. Então, tenho que conquistar essas pessoas. Pretendo gravar um CD, quero fazer um projeto que tenha dança… Vamos ver o que acontece, Brasil!
Pretende postar mais vídeos com covers, com relativa frequência?
Na verdade, não penso muito na frequência. Minha ansiedade para divulgar o cover logo é porque, antes do “Fábrica de Estrelas”, eu não tinha nada no Youtube. Eu era muito mais focada em musical e não participava dessa realidade de Internet. Mas aí caí em mim e percebi que, se alguém digita meu nome no Youtube, não tem algo legal, apresentável, que possa ver o que sou capaz. O cover vem para isso. Mas não pretendo postar muitos. Agora no início, estou pensando em postar, talvez, uma vez por mês. Mas quero focar nas minhas músicas.
Você escreve?
Eu escrevo. Na verdade, comecei na época do Girls. Estou descobrindo meu repertório. Comecei a compor com alguns amigos e estou correndo atrás dessas coisas de música para poder lançar um single o mais rápido possível.
Para você, esse momento é um recomeço ou a continuidade do trabalho que começou lá atrás?
Eu acho que é sempre o recomeço. Nossa vida tem várias fases, vários ciclos. Quando um se fecha, outro se inicia. Lógico que agora, por todas as outras que passei na vida, vejo as coisas de outra forma. Mas sempre vejo como um recomeço, uma oportunidade de fazer um trabalho cada vez melhor, a partir das nossas experiências.

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fonte: Portal PopLine'

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